segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Cientistas não sabem como classificar misterioso 'cogumelo' marinho

Cientistas não sabem como classificar misterioso 'cogumelo' marinho
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Uma espécie de 'cogumelo' marinho encontrada na costa australiana vem intrigando cientistas – eles não conseguiram encontrar nenhuma classificação para o organismo dentro dos grupos já existentes do reino animal.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, disse que o minúsculo ser vivo não se encaixa em nenhuma das subdivisões e espécies dos animais conhecidos. Uma situação como essa é bastante rara e só aconteceu pouquíssimas vezes nos últimos 100 anos.

O organismo foi originalmente encontrado em 1986 e é descrito pelos cientistas em um artigo no jornal acadêmico Plos One. De acordo com os autores, é possível notar várias semelhanças com os seres vivos de corpo mole bizarros e enigmáticos que viveram entre 635 e 540 milhões de anos atrás, no período da história terrestre chamado "Período Ediacarano".

Esses organismos também foram muito difíceis de classificar quando foram descobertos. Alguns cientistas chegaram a sugerir que eles fossem "falhas de experiências da natureza na vida pluricelular"

Os autores do estudo reconhecem duas novas espécies de animais em forma de cogumelo: Dendrogramma enigmatica e Dendrogramma discoides. Medindo apenas alguns milímetros de tamanho, os animais consistem basicamente em um disco achatado e uma haste com uma boca na extremidade.

Durante um cruzeiro científico de 1986, cientistas coletaram esses organismos a uma profundidade de 400 a 1 mil metros no sudeste da costa australiana, perto da Tasmânia. Mas os dois tipos de organismos – que tinham uma forma parecida com a de um cogumelo - foram reconhecidos apenas recentemente, após a triagem das amostras globais coletadas à época durante a expedição.
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Novas espécies                   

Duas novas espécies foram descobertas no mar da Austrália. Elas foram nomeadas oficialmente como Dendrogramma enigmatica e Dendrogramma discoides. As criaturas são discos planos com cerca de 1 cm de largura. Dentro dos discos, uma espécie de "ventoinha" de tubos digestivos fornece nutrientes. O centro da "boca" abre-se para o caule, e é, provavelmente, tanto para comer quanto para eliminar resíduos (muitas espécies primitivas têm esse único intestino). Das duas novas espécies, uma tem uma haste mais curta e o disco menor em comparação com a outra, embora a diferença seja de apenas alguns milímetros.
"Encontrar algo assim é extremamente raro, talvez tenha acontecido somente quarto vezes nos últimos cem anos", disse à BBC o coautor do artigo científico, Jorgen Olesen, da Universidade de Copenhagen.

"Nós acreditamos que eles pertencem a alguma parte do reino animal; a questão é qual".

Mistério

O sistema utilizado para agrupar todas as formas de vida na Terra abrange vários níveis, ou "ranques taxonômicos". Um domínio é o ponto mais alto no ranque taxonômico e abaixo dele está um reino. Tradicionalmente, os biólogos reconhecem cinco ou seis reinos, incluindo animais, plantas, fungos e bactérias.

Reinos são divididos em filos, que são agrupados de acordo com semelhanças gerais de forma e corpo. "O que podemos dizer sobre esses organismos é que eles não pertencem ao Bilateria", disse Olesen.

Bilateria é um dos mais importantes grupos animais, cujos representantes apresentam simetria bilateral (os corpos deles são divididos verticalmente em duas metades – da direita e da esquerda – que se espelham uma na outra). Os humanos fazem parte desse grupo.

Os novos organismos encontrados são pluricelulares, mas a maioria não é simétrica, e eles apresentam uma camada densa de um material gelatinoso entre a célula exterior de pele e as camadas de células interiores do estômago.

Os cientistas até encontraram algumas semelhanças com outros grupos animais, como os Cnidaria – o filo composto por corais e águas-vivas – e o Ctenophora, que inclui organismos marinhos como a água-viva-de-pente. Mas os novos organismos encontrados não tinham todas as características necessárias para agrupá-los em uma dessas duas categorias.

Olesen disse que os novos animais podem ser parte de um grupo muito primitivo da árvore filogenética ou algo intermediário entre dois filos animais diferentes.

Ele ainda considera que os cientistas podem eventualmente conseguir encaixar os organismos em algum grupo já existente, como o dos Dendrogrammas, já que há muito pouco conhecimento sobre esse grupo atualmente.

Uma forma de resolver essa questão sobre as afinidades com os Dendrogrammas seria por meio de um exame de DNA, mas para isso novas amostras dos organismos teriam de ser encontradas. As amostras originais foram preservadas primeiro no formol, depois transferidas para um ambiente com 80% de álcool – uma forma de armazenamento que não permite mais fazer análise genética.

Assim, a equipe de cientistas que assina o artigo na Plos One convoca pesquisadores do mundo todo a ficarem atentos para outros exemplos de organismos assim.

"Publicamos esse artigo como um pedido de ajuda. Talvez haja alguém lá fora que possa ajudar a classificar esses organismos", finalizou Olesen

sábado, 6 de setembro de 2014

GENÉTICA MOLECULAR


















FOSSEIS DE DINOSSAUROS ENCONTRADOS NA AMÉRICA DO SUL


Cientistas descobrem esqueleto de dinossauro completo na Argentina

04/09/201415h34

 


FÓSSIL COMPLETO DE DINOSSAURO NA ARGENTINA - O esqueleto de um Dreadnoughtus schrani é exposto em sítio arqueológico durante escavação na Argentina, em foto tirada em 2006 e divulgada nesta quarta-feira (3). Os cientistas anunciaram hoje a descoberta no sul da Patagônia argentina do fóssil bem preservado e completo do dinossauro que pesava 65 toneladas e media 26 metros, com um pescoço de 11,3 metros e uma cauda de 8,7 metros Kenneth Lacovara/Drexel University/Reuters

Uma equipe de paleontólogos apresentou nesta quinta-feira um dinossauro gigantesco que viveu há 77 milhões de anos na Patagônia argentina, com o esqueleto "mais completo" encontrado até hoje.

Este novo dinossauro, descrito na revista Scientific Reports, pertence à família dos titanossauros - dinossauros herbívoros encontrados em grande número no período Cretácico Superior - na região em que esse fóssil foi descoberto em 2005, na província de Santa Cruz (sul). A Patagônia argentina é o local onde habitaram os maiores dinossauros da Terra.

Os cientistas estimam que o animal, que teria um pescoço muito comprido, media cerca de 26 metros de comprimento e pesava 60 toneladas. Seu esqueleto mostra também que quando morreu, ele ainda não teria parado de crescer.

Durante quatro sessões de escavações, entre 2005 e 2009, os palentólogos encontraram mais de 70% dos ossos, exceto os da cabeça, ou seja, mais de 45% do conjunto do esqueleto. Segundo os pesquisadores, é muito mais que os outros titanossauros descobertos anteriormente.

Dinossauro de 230 milhões de anos é encontrado no RS
 
 

Fêmur de dinossauro foi encontrado durante busca em região de rochas do período triássico (de 200 milhões a 250 milhões de anos atrás) em São João do Polêsine, no Rio Grande do Sul Leia mais Lucian Ceolin/Divulgação

Os cientistas também têm praticamente todos os ossos dos membros inferiores e superiores, incluindo um fêmur de 1,80 metro e um úmero. Isso permitiu descrever detalhadamente o animal e calcular de forma confiável suas impressionantes medidas.

Kenneth Lacovara, da universidade americana de Drexel (Filadélfia), coordenou a equipe que estudou o fóssil. Seus principais colaboradores foram Matthew C. Lamanna, do Museu Carnegie de História Natural (Pittsburgh) e Lucio M. Ibiricu, do Centro Nacional Patagônico, na província argentina de Chubut (sul).

Este dinossauro foi batizado de Dreadnoughtus schrani. "Dreadnought" significa "que não teme nada" em inglês antigo.

"Com um corpo do tamanho de uma casa, o peso de uma manada de elefantes e uma cauda usada como arma, o Dreadnoughtus não devia ter medo de nada", explicou Lacovara.

A palavra "dreadnought" também é usada para designar um tipo de encouraçado desenvolvido no início do século passado.

O termo "schrani" é uma homenagem ao empresário Adam Schran, que apoiou as pesquisas.

"Os maiores titanossauros continuam a ser um mistério porque, em quase todos os casos, seus fósseis estão muito incompletos", lembrou Matthew Lamanna.

A massa do Argentinosaurus, por exemplo, era comparável e até superior à do Dreadnoughtus, mas poucos ossos foram encontrados.

"Este é de longe o melhor exemplar que temos de todos os animais gigantescos que andaram alguma vez por este planeta", declarou Kenneth Lacovara.

Para o estudo, o fóssil do Dreadnoughtus foi transferido para os Estados Unidos para ser analisado na universidade de Drexel e no Museu Carnegie de História Natural.

A universidade de Drexel indicou em um comunicado que o fóssil, que pertence ao governo federal argentino e deve permanecer na província de Santa Cruz, terá que ser devolvido ao Museu Padre Jesús Molina, em Río Gallegos, em 2015.

 

Arqueólogos recuperaram 50 vértebras da única cauda articulada de um dinossauro descoberta no México. Os restos pertencem a um hadrossauro de 72 milhões de anos e somam cinco metros, quase a metade do comprimento do herbívoro. Os ossos foram encontrados em 2005 em uma jazida de Coahuila, mas só começaram a ser escavados no último dia 2 de julho, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

FÓSSIL DE NINHO DE DINOSSAUROS


Fóssil de ninho de dinossauros com "babá" é descoberto na China

Ninho de psitacossauros com 24 pequenos esqueletos e o crânio de um adultoUm ninho de dinossauros de 120 milhões de anos foi encontrado na província de Liaoning, no nordeste da China, em uma situação inusitada. Em meio aos 24 pequenos esqueletos há o crânio de um dinossauro adulto, o que parece ser a de uma espécie de "babá" cuidando dos filhotes.

Todos os fósseis de dinossauros encontrados juntos em uma rocha de 60 cm pertencem à espécie dos psitacossauros (Psittacosaurus lujiatunensis), um herbívoro que media de um a dois metros de altura e caminhava sobre duas patas. Para os pesquisadores, a disposição dos fósseis sugere que o dinossauro adulto cuidava dos pequenos.

Os 24 esqueletos menores são semelhantes em tamanho, com cerca de 15 cm de comprimento. Já o crânio do maior tem cerca de 11 centímetros de comprimento, indicando idade entre 4 e 5 anos. 

Como descobertas anteriores sugerem que a espécie não se reproduzia antes dos 8 ou 9 anos de idade, a hipótese levantada pelos pesquisadores é de que o adulto do ninho não é um dos pais dos filhotes. 

Os filhotes, ao que parece, já tinham saído dos ovos, pois não há vestígios de cascas. Como as extremidades dos seus ossos parecem bem desenvolvidas, provavelmente os animais eram capazes de se mover pelo ninho. 

Fósseis revelam como eram os animais pré-históricos24 fotos

Equipe da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, analisou um fóssil achado em 2006 e descobriu uma nova espécie de dinossauro, que é "parente" do triceratops. O "Nasutoceratops titusi" (foto), que viveu há 75 milhões de anos no meio-oeste norte-americano, tem um focinho longo e chifres excepcionalmente grandes, os maiores do seu grupo. O peso de três toneladas e o comprimento de cinco metros conferia uma aparência intimidadora, mas o dinossauro era herbívoro e se alimentava apenas das plantas dos arredores pantanosos Leia mais Raúl Martín e Divulgação

Para os cientistas que fizeram a descoberta, o achado ajuda a lançar luz sobre a sociabilidade desses répteis. Os mais antigos ninhos de dinossauro datam de 190 milhões anos. A existência desses vestígios sugere que mesmo os primeiros dinossauros já exibiam comportamentos familiares complexos. 

"É um dos mais belos fósseis de dinossauros já encontrados", diz Brandon Hedrick, paleontólogo de vertebrados da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA), e líder do grupo de cientistas responsáveis pelo achado. 

Para os pesquisadores, o comportamento de algumas aves pode elucidar o que ocorria no ninho dos psitacossauros da região chinesa. Segundo Hedrick, é possível encontrar entre aves "crias mais crescidas ajudando os pais a cuidarem das novas ninhadas, ao invés de iniciarem suas próprias". A classe das aves é considerada pelos cientistas como herdeira dos dinossauros. 

A rocha que envolvia os fósseis encontrados na China é constituída de material vulcânico, indicando que eles foram pegos de surpresa por um lahar, material fruto de uma erupção. Assim, uma outra hipótese levantada é a de que o dinossauro adulto acabou sendo depositado junto dos pequenos pelo movimento do lahar durante a erupção. 

Os cientistas pretendem analisar a estrutura microscópica dos ossos dos animais menores para verificar se todos estavam no mesmo estágio de desenvolvimento para checar se eles de fato interagiam. 

Os cientistas detalharam suas descobertas na edição de setembro da revista Cretaceous Research. (Com a Livescience)

Ilustrador reconstrói cenas do cotidiano dos dinossauros10 fotos

O encontro raro, porém provável, entre tubarões gigantes, cujo diâmetro da mandíbula é estimado em 3,35 metros, e um mamífero de médio porte da mesma ordem dos elefantes (Proboscidea) é retratado nesta imagem do premiado ilustrador Julius Csotony e faz parte do livro The Paleoart of Julius Csotonyi, lançado este mês. A ilustração está exposta em painel retroiluminado no hall de Paleontologia do Museu de Ciência Natural de Houston, no Texas Julius Csotonyi/Reprodução

sábado, 30 de agosto de 2014

A árvore das origens de Charles Darwin e a ancestrabilidade comum.

arvore

TEXTOS EVOLUÇÃO


Peixe fora da água dá pistas sobre evolução das espécies para a terra
 
                 Um primitivo peixe mostrou que, mesmo fora da água, é capaz de se locomover e oferecer pistas sobre a evolução das espécies do mar para a terra, de acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Ottawa, no Canadá. Capaz de respirar na superfície, o espécime passou inclusive por modificações em seu esqueleto para melhorar sua locomoção.
           A pesquisadora Emily Standen, da Universidade McGill, decidiu criar uma espécie de peixe fora da água. Juntamente com o paleontologista Hans Larsson, ela escolheu o bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus), uma espécie com características primitivas que lembra um ancestral dos animais terrestres. Equipado com pulmões e escamas duras, o bichir usa as nadadeiras peitorais atrás da cabeça para se movimentar em terra e ir de uma poça de água para outra.Os pesquisadores compraram 149 espécimes com dois meses de vida e mantiveram 111 em um terrário durante 8 meses. Os outros 38 ficaram em um aquário.
            Os peixes criados em terra apresentaram mudanças na estrutura de seu esqueleto que lhes permitiram se locomover em terra. Os bichires passaram a usar suas nadadeiras dianteiras para se erguer e "caminhar". A estrutura que seria semelhante à nossa coluna vertebral tornou-se mais reforçada e longa para dar maior apoio ao restante do corpo.
          "Todas as mudanças que observamos estão documentadas no estudo dos fósseis", afirma a pesquisadora Emily Standen, especialista em biomecânica comparative e evolucionária na Universidade de Ottawa.
            "Os resultados podem jogar uma luz sobre um fator que teria parte na origem dos tetrápodes", diz Per Ahlberg, uma paleontologista da Universidade Uppsala na Suécia. Resta aos cientistas entender esse desenvolvimento na evolução e passagem das espécies aquáticas para a vida na terra.
            As mudanças chamadas plasticidade desenvolvimentista deram aos animais "vantagens" em sua luta pela sobrevivência, possivelmente passada em seus genes para as novas gerações, que os pesquisadores vão acompanhar em novo estudo. "Eventualmente, essas mudanças podem se tornar permanentes com o tempo", diz Emily Standen. "Mas como isso acontece", diz, ainda permanece um "mistério". 

 Crânios sugerem que primeiros hominídeos pertenciam à mesma espécie

Análise completa de crânios de aproximadamente 1,8 milhão de anos sugere que os primeiros hominídeos, classificados em diferentes espécies - "Homo habilis", "Homo rudolfensis", "Homo erectus", por exemplo -, na verdade pertencem à mesma espécie. O estudo será publicado na revista Science desta sexta-feira (18). Segundo pesquisadores que encontraram cinco crânios que datam da mesma época, em Dmanisi, na Geórgia, país situado no Cáucaso, as diferenças entre eles não são maiores do que as diferenças entre cinco crânios de humanos de hoje em dia. Assim, os hominídeos só teriam aparências diferentes. Eles chegaram a esta conclusão por causa do crânio 5 que combina uma pequena caixa craniana com uma face alongada e grandes dentes - características que nunca foram observadas no mesmo crânio de hominídeo antes Leia mais M. Ponce de León/Ch. Zollikofer, University of Zurich, Switzerland

 Testosterona foi responsável pela mudança facial dos homens das cavernas

            Os rostos dos seres humanos que habitam a Terra nos dias de hoje são bem diferentes daqueles ancestrais que viveram há milhares de anos, e isso poderia ser explicado pela diferença no nível de testosterona do Homo sapiens atual comparado ao do homem das cavernas.

            Um estudo feito por um grupo de pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, sugere que a diminuição dos níveis do hormônio pode estar relacionada ao desenvolvimento das capacidades cooperativas dos seres humanos. Ou seja, na medida em que as relações sociais foram se tornando menos agressivas, o homem foi desenvolvendo ferramentas avançadas e aprendendo a trabalhar em conjunto, os níveis de testosterona foram decrescendo, fazendo com que ele perdesse as características faciais de um homem das cavernas.

            O estudo, publicado na revista Current Anthropology, é primeiro a sugerir que o crescimento da tolerância social e o decréscimo dos níveis de testosterona resultaram na redução do tamanho facial da Idade da Pedra Média, há cerca de 50 mil anos.

 
fósseis encontrados no sítio arqueológico espanhol "Abismo dos Ossos

Crânio 17 de hominídeo do Pleistoceno Médio encontrado no sítio arqueológico espanhol "Abismo dos Ossos". O grau de diferenciação entre os Neandertais e os humanos que os precederam, em tão pouco tempo, sempre surpreendeu os cientistas. Faltava uma boa amostra da população europeia que viveu há cerca de 400 mil anos, os primeiros hominídeos da linhagem  Neandertal; os 17 crânios recém-descobertos preenchem essa lacuna e fortalecem a hipótese da acreção , que diz que os Neandertais desenvolveram suas características em épocas diferentes, não em um único processo evolutivo.

 Javier Trueba / Madrid Scientific Films